Vida
A minha, a sua, a das minhas gatas e papagaias, a nossa. Ex-Vida de Redatora
Diário informal de redação (e tem como ser de outro modo?) do Jornal do Bicho - nossa mais recente tentativa de falir com classe fazendo algo que gostamos :-)

Eu tenho muito medo deste contador grandão
crie agora o seu
07.02.06
Como se não bastasse o calor, a espera chata, a cólica e a falta de grana, descobrimos mais uma coisa para nos chatear. O telefone simplesmente não recebe ligações. Quem tenta ligar para cá, dependendo do horário, cai em outro número, em outra caixa postal ou só toca, toca, toca e ninguém atende. Já pedimos o conserto, mas eu não boto fé que esta situação vá se resolver tão cedo, já conhecendo o incrível serviço de nossas fantásticas operadoras de telefonia...
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Ah, e teve outra este fim de semana. Uma ligação a cobrar de um golpista que se identifica como Fábio Augusto Fontenele. Normalmente eu não atendo ligações a cobrar, mas desta vez, pensei que poderia ser a Marlene avisando alguma coisa. O cara diz que é uma promoção da Telemar e dá um número de uma suposta central de atendimento - 031 8599898110. Sim, vejam a cara de pau, numa ligação a cobrar! Provavelmente, se você ligar para esse número seu celular será clonado ou algo assim. Felizmente, a picaretice não foi convincente e desliguei, mas imagino que gente um pouco mais inocente cairia neste papo, pois o cara fala com bastante segurança.
Procurando na internet, vejo que é isto mesmo, clonagem de celular. O cara atua em uns lugares lá pro Centro-Oeste e pelo jeito o pessoal tem caído no papo dele.
Que medo. Não da má intenção das pessoas, pois eu sei que as pessoas em geral são MÁS ou pelo menos tentam se passar por SUPER ESPERTAS; o medo vem da certeza de que pessoas realmente caem nesses golpes.

Escrito por Alessandra Picoli às 07.02.06
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08.02.06
Outro dia estávamos chegando em casa e passava na porta do prédio um casal com um buldogue (acho que francês) tigrado e um carrinho de nenê. O cachorro parou para fazer seu cocozinho básico e o dono ficou esperando. Achamos que ele fosse recolher a sujeira, mas não, não recolheu. Literalmente, cagaram e andaram.
Fiquei bem nervosa. Afinal, de que adianta ter um cachorro de mais de 10 mil reais (a Cães & Cia cita o buldogue francês como o cachorro mais caro da tabela, com preços pesquisados de até R$ 14 mil) se a educação é de meia pataca? Pior, o casal tem um nenê. Que tipo de exemplo estão dando para ele?
Eu não entendo. Pisar no cocô ninguém gosta. Então por que deixam o cocô do próprio cachorro na rua, pronto para ser pisado por outra pessoa, ou pior, por ele mesmo, em outra ocasião?
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Revoltadinha com este fato (sim, eu guardo ressentimentos às vezes) fizemos uns cartazinhos escrito:
CAMPANHA CANINA DE ADESTRAMENTO DOS DONOS
Senhor cachorro, por favor ensine seu dono a recolher sua sujeira da calçada.
Pega mal ter um dono mal educado que deixa cocô no caminho!

Colocamos inicialmente em 4 postes aqui perto. Vamos ver se alguém percebe e, o mais importante, que o dono do buldogue veja e sinta-se ridículo.

Escrito por Alessandra Picoli às 08.02.06
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13.02.06
Arrancaram dois dos nossos cartazes! Vamos colar novos daqui a pouco, aproveito e tiro fotos.
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Estou mais animadinha, mas ainda esperando. Dizem que as respostas FINAIS saem esta semana. Vamos ver.
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Rolling Stones no Rio? Ainda tem um colchão sobrando, é só me avisar.
Vou receber uma amiga de longa data e o marido para ver o show. Vai ser uma bagunça! Vamos comprar os bilhetes de metrô para a volta hoje, provavelmente.
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Adoraria ter hóspedes aqui todo fim de semana. É tão legal :-)

Escrito por Alessandra Picoli às 13.02.06
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Descobri! Segundo o camelô que trabalha na frente da Santa Úrsula, quem retirou os cartazes foram os garis. Diz que eles sempre retiram todo e qualquer cartaz nos postes. Acredito no que ele disse? Prefiro acreditar. O mais legal é que ele pediu uns cartazes para colar na R. das Laranjeiras. Estou imprimindo agora.
Para registrar o fato, fotinho do Marcos com o último que colamos.

Escrito por Alessandra Picoli às 13.02.06
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15.02.06
Sei que o show dos Rolling Stones em Copacabana é um programa de índio anunciado, mas EU VOU! Stella, Tati, vamos, vamos, vaaamos?
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Estava falando agora com o Marcos enquanto comíamos uma linda melancia na pia da cozinha. Shows são muito, muito importantes para mim. São coisas que você não pode comprar, um DVD ou um CD não passam a mesma emoção da bagunça ao vivo. É o EVENTO. A banda pode não ser tão amada, ou o festival pode ter muita coisa que você não gosta, mas se preparar para comprar o ingresso com antecedência, sair de casa preparado para ouvir barulho, pular, encontrar pessoas, pegar congestionamento para entrar e sair, poxa, é muito legal.
Lembro que um dos primeiros sinais que minha relação com o trabalho tinha que mudar foi em 2002, acho. A Ute Lemper, fantástica cantora de cabaré & diversos que eu estava acabando de conhecer direito, faria um show minúsculo no Cultura Artística e os ingressos estavam concorridos. Por causa do excesso de trabalho, não comprei para o primeiro dia, já que teria que ficar até tarde. O segundo e último dia do show eu perdi pelo mesmo motivo. Bateu um desespero de "caramba, vou deixar essa porcaria de trabalho me impedir de ir numa coisa tão importante e única quanto um show dela?"... Eu, que sempre havia colocado trabalho na frente de TUDO, família, papagaias, namorado, amigos, estava em crise porque tinha perdido um show. Não era a cantora em si, era a constatação de que eu tinha invertido alguns valores fundamentais para mim.
O processo de mudança foi longo, ainda está acontecendo, mas agora eu sei que família > trabalho. E sei que show de graça > Ragnarok. Perdi alguns shows incríveis acompanhados de pessoas incríveis nos últimos tempos por falta de dinheiro, mas espero que esta lacuna seja preenchida nos próximos meses, agora que COISAS ESTÃO SE RESOLVENDO *risada maquiavélica*

Escrito por Alessandra Picoli às 15.02.06
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22.02.06
Rolling Stones, fomos e não vimos nada. Bem, se algumas frações de segundo pulando para ver pequenos pedaços do palco são mais do que nada, tá, vimos alguma coisa. Foi legal, telão existe para isso.
O melhor, como sempre, foi o público. Primeiro o bêbado gritando "MICK JAGGEEEER! VEM PRO FIM DE COPACABANA DEPOIS DO SHOW, TÔ LIGADO QUE OCÊ GOSTA DESSAS PARADAS, VAMO TOMÁ UMAS BREJAS E FICÁ MUITO LOCO, UHUUUU". Depois a faixa "MICK JAGGER, MAKE A SON IN ME". E toda a incrível fauna de qualquer show de graça na praia...
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Nada a ver, OLD, mas ainda ainda assim garantiu umas boas risadas: Chuck Norris doesn't read books. He stares them down until he gets the information he wants.

Escrito por Alessandra Picoli às 22.02.06
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Ah, e a mais importante de todas, a Maracugina (com J ou G? O pacote está longe, na cozinha... tão looonge...) quase me faz esquecer: as férias acabam depois do carnaval. O Marcos foi o selecionado! E eu só aguardo uma data, mas a confirmação já veio na semana passada. Ou seja, estamos os dois empregados, finalmente :-)

Escrito por Alessandra Picoli às 22.02.06
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24.02.06
Bem, agora é oficial, com datas e tudo.
Quinta-feira nossas férias acabam. O Marcos começa na agência, eu começo na produtora.
Ai que friozinho na barriga :-)

Escrito por Alessandra Picoli às 24.02.06
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02.03.06
Comecei hoje. Não foi bem um começo, muitas coisas precisam ser definidas, mas pelo menos já fui ao escritório, vi onde será meu micro, conheci algumas das pessoas. Já encontrei o caminho dos lanchinhos (coxinha boa mas que custa R$ 2,30, um absurdo) e me decepcionei com a inexistência de um frescão para a ida e aproveitei o da volta muito bem. Suei muito, continua um calorão, mas como a alergia melhorou, foi mais suportável. Meu olfato está voltando.
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Ah, cortei o cabelo. Não agüentava mais o calor.

Escrito por Alessandra Picoli às 02.03.06
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05.03.06
Temos brinquedinhos novos. Somos os orgulhosos donos de um par de celulares Gradiente GF-600, bichinhos que custaram relativamente pouco, são bonitinhos mas bem limitados em recursos. Bem, mesmo assim, eles têm muito mais recursos do que precisamos. Passarei os números assim que decorá-los.
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Agora deixa eu curtir o primeiro fim de semana de verdade em meses :-)

Escrito por Alessandra Picoli às 05.03.06
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07.03.06
(Teclado sem configuracao no trabalho, em casa corrijo)
Sexta comecei oficialmente a trabalhar. Conforme imaginado, estou sofrendo um pouco para acordar no horario e, quando o calor nao esta horrivel como no domingo, durmo como uma pedra. Ainda nao tive um horario de almoco decente, pois gastei este tempo na sexta e ontem para comecar a resolver umas burocracias de abrir empresa.
Este e outro capitulo a parte que vai merecer comentarios depois. Parece que tem um monte de regras novas que eu nao conhecia, como a obrigatoriedade de ter um socio (na minha atividade, eu nao posso abrir o que chamavam antigamente de empresa individual). Vou ter que abrir como servicos de editoracao, pois nenhum servico diretamente jornalistico ou publicitario pode ser enquadrado no SIMPLES. E vou tentar uma sugestao do escritorio de contabilidade para abrir a empresa em Saquarema para pagar 0,5% de ISS, contra os extorsivos 5% da cidade do Rio.

Escrito por Alessandra Picoli às 07.03.06
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Configurei o teclado aqui, acho. Acentos? Pontuação? Temos tudo.

Escrito por Alessandra Picoli às 07.03.06
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08.03.06
A boa notícia é que achei um lugar bom, próximo e relativamente barato para comer aqui. A parte ruim é que tem um brigadeiro MUITO BOM
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Ainda estou em ritmo lento aqui. Leio muitas coisas, vejo muitos documentos, acesso bastante os sites dos clientes para me acostumar com o ambiente deles. Mas texto que é bom, ainda não fiz nenhum.
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Está difícil a adaptação ao horário. Sei que para a maioria das pessoas acordar 7h30 não é nenhum desafio, mas para quem acordou nos últimos 2 anos na hora em que bem entendeu, é um sacrifício. Não tenho jogado, lido email em casa ou feito qualquer outra coisa além de assistir um pouco de TV e dormir. Até perdi Lost ontem.
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A única coisa que eu sempre faço é afofar as felinas. Pelu fica com muitas saudades da mamãe, não pára de se esfregar mesmo depois que eu coloco comida. Chechenão sai do seu refúgio no quarto ou na caixinha preta para fazer patinhas no meu colo até o Marcos chegar. Aí as duas brigam um pouco e ficam loucas correndo pela casa perto do horário de eu ir pra cama. Tudo na mais perfeita normalidade. Ontem a Pelu até ficou fazendo tocaia para brincar de me perseguir, como sempre.
Meu medo das gatinhas ficarem carentes com nossos novos trabalhos fora de casa é infundado. Ainda bem. Não quero sentir culpa de mãe que trabalha fora nem com meus filhos bípedes, no futuro.

Escrito por Alessandra Picoli às 08.03.06
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Eu queria saber se essas pessoas na rua me desejariam "feliz dia da mulher" se eu fosse feia, seca, impaciente, egoísta e insensível. Ou se eu fosse inteligente e bonitona mas meio caminhoneira.
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Tentativa de adicionar um pouco de caos e imprevisibilidade ao mundo: o próximo que me der os parabéns, eu respondo, muito séria e indignada "eu, hein? Eu sou é espada".
Pena que eu não consigo fazer uma voz grossa o bastante para dar credibilidade.

Escrito por Alessandra Picoli às 08.03.06
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