Vida
A minha, a sua, a das minhas gatas e papagaias, a nossa. Ex-Vida de Redatora
Diário informal de redação (e tem como ser de outro modo?) do Jornal do Bicho - nossa mais recente tentativa de falir com classe fazendo algo que gostamos :-)

Eu tenho muito medo deste contador grandão
crie agora o seu
14.11.05
Este mês estou resistindo muito a começar a escrever as matérias para o jornal. Não sei exatamente se tem motivo. Procrastinação pura e simples? Não sei mesmo. Sei que fecharemos o jornal no fim de semana, ou seja, as matérias VÃO sair, nem que for na marra.
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Pesquisando para a matéria de febre maculosa descubro o termo "micuim" para as larvas de carrapato. A palavra não é novidade, mas saber que os micuins são as larvas do carrapato, sim. Larva, para mim, são minhoquinhas que saem dos ovos dos bichos que depois vão evoluir e virar bichos com pernas. Um carrapatinho - uma ninfa hexápode, para ser mais precisa - não é o que eu imaginava como "larva".
O negócio todo de ciclo do carrapato é novidade para nós, não-biólogos (tanto que procuramos revisão técnica da matéria com alguém da Fiocruz), e eu e o digníssimo esposo entendemos algumas coisas de forma diferente. Os micuins, por exemplo, o Marcos entendeu que eram as ninfas octópodes (o segundo estágio), não as larvinhas. Meu pai falou e eu li em alguns lugares que são as larvinhas-micro-carrapatinhos que parecem uns piolhos. Então, para mim o ciclo é micuim-ninfa-carrapatão, o Marcos acha que é larva-micuim-carrapatão. Para explicar meu ponto de vista, falei que tem os tigres, e tem a Pelu, que é tipo um micuim de tigre siberiano.
O que isso tem a ver? Nada. Mas gostei e achei legal explicar o porquê do termo pelucístico do momento, "micuim de tigre".
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No fotolog, momentos únicos de amor entre o micuim de tigre e o coelho fumê.

Escrito por Alessandra Picoli às 14.11.05
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E o post fantasma do dia 15/07 reapareceu!
Nem vou reclamar mais. Com aparição não se discute.

Escrito por Alessandra Picoli às 14.11.05
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16.11.05
Ontem fomos no enterro de um dos tios do Marcos. Eu detesto enterros, velórios, essas festas de morte, não pelo baixo astral, mas pelo equívoco que é celebrar uma morte. É uma celebração sim, pessoas se reúnem em volta de um corpo morto para falar do falecido, para chorar, para comentar "sabe quem morreu?", para ver parentes que vieram de longe.
Normalmente eu só vou em velórios se eu posso ajudar uma pessoa querida que não morreu e está sofrendo muito. Se não posso ajudar a arejar a cabeça ou clarear as idéias dos que ficam - como foi quando meus avós morreram - não vou.
Mesmo para quem acredita em algum tipo de vida pós-morte... caramba, não entendo por que se reunir em torno de um corpo vazio, sem alma, sem nada. A pessoa não foi para o céu ou para o "outro plano"? Então, por que ficar velando o corpo?
Não é que eu não respeite a dor do parente de uma pessoa que morreu. Respeito, entendo totalmente. Mas ficar perto de um corpo inanimado não ajuda a passar a dor, a se convencer do ocorrido, a olhar para frente. E chorar, ah, gente, dá para fazer sem cadáver por perto, junto das pessoas mais queridas, em casa, lembrando como o morto era ótimo, sem ter vergonha de aparecer em público com olhos de anchovas de tanto chorar.
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O Marcos já sabe: quando chegar a minha hora, quero que doem tudo que for possível. Órgãos, cabelo, osso, sei lá o que mais. Podem doar, eu não vou mais precisar mesmo. Depois, queimem o que sobrar e joguem em algum lugar que as plantas precisem. Não vou ser hipócrita, quero que chorem bastante a minha morte. Só não quero que fiquem guardando um cadáver num buraco para visitar de vez em quando. Não quero velório, acho algodão no nariz uma coisa horrível e jamais gostaria de ser vista dormindo assim, em público. E, depois de cremada, não guardem as cinzas. Guardem fotos minhas, CDs, livros, cartas, textos. Ter um pedaço morto de mim por perto não vai ajudar a ter uma boa lembrança dos tempos em que eu estava viva.
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Meu epitáfio (que fará sentido apenas se não seguirem as minhas recomendações, me enterrarem e depois exumarem o cadáver).
"ENFIM MAGRA"

Escrito por Alessandra Picoli às 16.11.05
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18.11.05
Esta edição do jornal parece empacada. Não é que estejamos tendo dificuldades para terminar as matérias ou conseguir anúncios (teremos anúncioS no plural, vejam só!). Mas o andar dos dias - ou é uma cólica, um resfriado, ou é a pintura das paredes, um falecimento, uma visita - tem atrasado algumas entrevistas, consequentemente, algumas matérias e fotos, e assim a coisa vai atrasando. Fecharemos na segunda, até segunda ordem.
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Se minha irmã ajudar, teremos a Chu, linda e verde, na capa do jornal. Vamos ver se a foto que pensamos sai :-)
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Depois de falar com dois especialistas, decidi que a Chu e a Bo não vão mais comer girassol mesmo. Vou dar as dicas e as explicações que me deram para meu pai e tentar convencê-lo disso.

Escrito por Alessandra Picoli às 18.11.05
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19.11.05
A experiência continua
Shampoo Doggie neutro com aloe vera não aprovado para uso humano. É mais agressivo que o anti-resíduos que uso umas três vezes por mês e tira MUITA tintura. Talvez isso seja até bom, mas haja condicionador.
Próximo teste: shampoo EcoDog :-)

Escrito por Alessandra Picoli às 19.11.05
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20.11.05
Fechando o jornal. A capa acabou ficando bem bacana (brigadão Jess, as suas fotos sempre salvam a gente) e as matérias estão saindo. Amanhã será um dia bem corrido para falar com todo mundo que falta por telefone. Terça, esperamos, o negócio deve ir para a gráfica.

Escrito por Alessandra Picoli às 20.11.05
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22.11.05
UFA.
Saiu o jornal.
Agora um dia de sossego, pelo menos.

Escrito por Alessandra Picoli às 22.11.05
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24.11.05
UFA 2, a missão.
Acabou a pintura.
Agora é um dia colocando ordem no galinheiro e finalmente as coisas voltam ao normal.

Escrito por Alessandra Picoli às 24.11.05
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28.11.05
Desde que eu criei meu primeiro blog, uns 4 ou 5 anos atrás, não costumo misturar fotos e posts normais. Sei lá, é uma coisa de separar texto num lugar, imagens no outro, por isso eventualmente crio um fotolog ou algo parecido. É uma coisa particular, já que eu gosto de ler blogs com imagens, só não me sinto bem fazendo isso com o meu.
Mas essa foto é MUITO fofa e merece estar aqui.

Senhoras, senhores e felinos, esta é a Chechênia, a Gata Fumê Mais Lindíssima do Universo, só que nenezinha, 11 anos atrás. Para vocês terem uma idéia, o Paulo, meu cunhado e suporte de gata na foto, está com os cabelos quase todos brancos agora.

Escrito por Alessandra Picoli às 28.11.05
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Ah, já falei que a edição número 2 do jornal já saiu?
Está lá, olha: http://www.jornaldobicho.com

Escrito por Alessandra Picoli às 28.11.05
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Que legal, minha carta para a Revista da Folha foi publicada. É bobagem, só um elogio à matéria sobre febre maculosa que eles fizeram na seção de Bichos (que, por sinal, ajudou a gente a fechar a nossa matéria sobre o assunto, na falta de retorno das fontes). Dá para ler aqui.
Aliás sempre falo pro Marcos que adoro as pautas deles e gostaria de me inspirar nelas na hora de pensar as nossas. São bem específicas, variadas, e costumam apresentar informações práticas, como a matéria onde a repórter tentou tirar o gato do telhado.
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Vejam bem, gostaria de me INSPIRAR, não copiar. Nunca fizemos isso e não pretendo fazer, acho o cúmulo. Se quiser fazer a mesma matéria, acho outras fontes e faço as mesmas perguntas. É bem possível que o texto saia completamente diferente, mesmo partindo do mesmo ponto.

Escrito por Alessandra Picoli às 28.11.05
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06.12.05
Céu limpo e vento frio. Quer clima mais perfeito? Pena que está acabando, o céu já fechou e a temperatura subiu. Três dias de felicidade, um Rio de Janeiro de sonho, lindo, colorido e fresquinho. Pena que acaba logo.
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A árvore de natal que deveria ser à prova de Pelu se mostrou mais frágil do que imaginávamos. Já descobrimos alguns erros estruturais que serão corrigidos no ano que vem, mas, pelo jeito, a má qualidade dos festões vai ser um problema sério. Enquanto isso, a pobre árvore estilizada fica toda capenga. Desculpem o transtorno, estamos em obras para melhor atendê-los.
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Bastante dor no quadril. Estou contornando, contornando, mas hoje tive que apelar para o antiinflamatório (não estranhe, é assim que está no UAIS). Vou tomar como da última vez, 5 dias, e correr pra perder uns quilos.
Na verdade, esta dor está doendo mais na cabeça que no osso da bunda (sic). Fico pensando... será que o médico não foi simplista de dizer que era causada pelo excesso de peso? Sempre fico encucada achando que a maioria dos médicos culpa a obesidade por tudo de errado no mundo, mesmo que não seja verdade. Será que a ressonância na coluna lombar não deveria ser estendida para o quadril, embora na época não desse para identificar que a dor era originária do quadril, e não da coluna? E se for excesso de peso... será que passa perdendo só 10 quilos, que é o que eu conseguiria perder relativamente rápido? Será que justo agora que eu cancelei a Unimed por falta de fundos, vou ter que voltar correndo para um plano de saúde vagaba só por causa disso? Vou ter que parar com as caminhadas que estão dando tanto resultado para mim e para o Marcos? Sei que ficar sentada não resolve, pelo contrário, piora.
Muitas perguntas. Enquanto isso, o remédio começa a fazer efeito e eu consigo relaxar um pouco. Talvez resolva... passa a dor, eu relaxo os músculos, melhoro a postura, perco um quilo essa semana, um e meio na semana que vem e assim por diante.

Escrito por Alessandra Picoli às 06.12.05
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07.12.05
Os melhores sons do mundo
Chuva forte (sem trovões ou granizo, só chuva mesmo)
Motor de gato
Metrônomo (ou tic tac de relógio velho, é bem parecido)
Papagaio resmungando baixinho antes de dormir

Escrito por Alessandra Picoli às 07.12.05
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