11.08.05
Assistimos "Camelinho, volte para casa" (formalmente, chama-se "Camelos também choram", mas com aquele cartaz sentimental, bem que poderia ter o primeiro nome) e duas coisas me intrigaram. Para o bem, nossa, como é que a música realmente consegue fazer a mãe aceitar o filhote? Para o mal, como é que um pato que acha que qualquer filme que tem deserto parece iraniano pode receber salário para fazer críticas em um grande jornal?
...
No
fotolog, uma fotinho da Parada Gay do Rio.
Escrito por Alessandra Picoli às 11.08.05
08.08.05
These mockingbirds won't let me shine
Muitas coisas vão mudar aqui, mas eu ainda não tenho a noção exata do quê. Menos gastos, mais tempo juntos, maior empenho nos estudos para os concursos e muito tempo batendo perna, só que não para ver coisas bonitinhas, pura e simplesmente.
Bem, hoje é aniversário do Marcos (incrível como as pessoas têm a falta de tato de fazer essas coisas nos dias mais errados), pensarei nisso na quarta-feira. Pensaremos.
Escrito por Alessandra Picoli às 08.08.05
07.08.05
Faz exatamente um ano que a Vaca (oficialmente Miúcha), minha primeira-segunda-gatinha morreu. Um ano depois, consigo falar dela sem chorar na maioria das vezes. Ficou a saudade das patinhas brancas, do jeito que ela miava e do cheirinho de filhote.
Já notaram que filhotes têm um cheiro todo especial? Não é dos produtos que passamos neles, é da pele, do pêlo novinho. A Vaca foi a primeira gata em que tive chance de identificar esse cheiro.
Depois da Vaca, veio a Pelúcia, e sei que outros filhotes cheirosos também virão; uma das coisas que aprendi é que um gato só é pouco: no coração e em qualquer apartamento com mais de um quarto, sempre cabe mais um. No meu coração cabem todos os gatos do mundo. Pena que o apartamento e minha alergia não comportem a mesma quantidade...
Escrito por Alessandra Picoli às 07.08.05
05.08.05
A última coisa que me chocou na televisão foi a receita de berinjelas com chocolate do Oliver ontem. Sei que o programa é repetido, mas fiquei tão chocada que quase não consegui comer as berinjelas com sardinha que estavam na geladeira.
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Não vou olhar no site dele, deve ter a receita certinha, mas vou puxar de memória para ver se choco alguém também. Era mais ou menos assim:
- Umas berinjelas fininhas, pequenininhas
- Ricota
- Frutas em conserva (não exatamente em conserva, é mais parecido com fruta seca conservada no açúcar, mais durinhas que as em calda mas mais moles que as simplesmente secas... como chama isso?)
- Brandy
- Chocolate
- Creme de leite
- Um tantinho de açúcar
Cozinhar as berinjelinhas lindas no vapor até elas ficarem molinhas (uns 5 minutos, provavelmente). Fazer um creme com o brandy flambado, o creme de leite e o chocolate derretido (não vai ao fogo muito tempo, é só pra derreter o chocolate). O recheio é a ricota misturada com um pouco de açúcar, as frutas picadinhas e uns pedacinhos de chocolate. As berinjelas devem ser recheadas com isso aí e mergulhadas no creme de chocolate. Vão à geladeira e depois, seja o que deus quiser.
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Continuo chocada, mas bem curiosa. Talvez faça um dia desses só para ver a berinjela, que é uma das coisas mais lindas que se pode comer, mergulhada num lindo creme de chocolate.
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Claro, e eu preciso perder peso. As costas dóem e mostram que pode ser mais urgente do que eu imaginava.
Escrito por Alessandra Picoli às 05.08.05
Fui atacada pelo melhor vendedor do mundo no semáforo da Bento Lisboa. Ou pelo menos o mais rápido. Em dois ciclos do sinal eu fiquei 5 reais mais pobre e comprei uma panela Tramondiet que eu não preciso. Alguma loja tem que contratar esse cara.
Depois me arrependi (não pelos 5 reais gastos inutilmente, nem pela panela, que não é lá essas coisas), mas por ter percebido que o cara estava com um certo bafo de cana.
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Tem umas coisas que eu mando por e-mail pro Marcos que eu não sei porque não coloco aqui também. Isso é falta de hábito de blogar (ai, como essa palavra é feia).
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Isso foi há dois dias e eu não usei a panela ainda.
Escrito por Alessandra Picoli às 05.08.05
01.08.05
Lá em S. Bernardo o Firefox da minha irmã resolveu se rebelar contra a janelinha do Globolog e não me permitiu a postagem de uma bobeirinha sequer. Finalmente fiz os danados 30 anos e não senti nenhuma diferença. Ganhei Legos (presente bem adequado para uma mulher madura e responsável como eu), sacolas chiques, suportes felinos, bolos e a inestimável companhia de muitos dos que eu mais gosto no mundo. Vendo por esse lado, acho que devíamos fazer aniversário umas quatro vezes por ano.
Escrito por Alessandra Picoli às 01.08.05
22.07.05
Mocinha prendada versão Sherazade ou "Note & Anote versão 1001 noites"
Do Kama Sutra:
"Há sessenta e quatro artes liberais que é conveniente aprender juntamente com as ensinadas pelo Kama Sutra. (...) Somente o fato de possuí-las concede extraordinários atrativos à mulher, embora as circunstâncias não lhe permitam praticá-las. O homem que é conhecedor das sessenta e quatro artes liberais e que ao mesmo tempo é eloqüente e galante, faz rápidas conquistas."
É uma lista interessante que passa por canto, dança, decoração, escrita, oratória, boas-maneiras, e vai até engenharia, matemática, magia, medicina, carpintaria. São 64, enfim, e é quase impossível imaginar alguém que realmente domine todas elas (embora "seja dito que o Senhor Krishna aprendeu todas as Sessenta e Quatro em sessenta e quatro dias").
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(44) shuka-sharika-prapalana (pralapana): arte de conversar com papagaios.
É meio caminho andado :-)
Escrito por Alessandra Picoli às 22.07.05
18.07.05
E começa minha última semana na casa dos 20. Semana que vem, terça, é o momento do grande PLOC, a fatídica manhã do dia em que você faz 30 anos e a Aracy de Almeida aparece no espelho no mesmo lugar onde você costumava estar (conceito by
Zel).
Aracy aparecerá aqui em casa também? Podem as coisas cair além do que já caíram? Ficarei careta em 5 minutos? Aguardem as próximas cenas dessa emocionante novela pré-balzaquiana.
Escrito por Alessandra Picoli às 18.07.05
15.07.05
O carregador apareceu, tiraram o cigarro da minha mercenária no jogo, a Sofistibag no.2 sumiu no limbo (mesmo lugar onde vão os pares das meias e os guarda-chuvas) PARA SEMPRE, Chechênia parou de espirrar, a alquimista até que tá fortinha, Pelu enfofou demais, perdi os dois quilos que ganhei com as férias da minha irmã no Rio, acabaram os concursos, o manjericão maior morreu esmagado, cobri o buraco na conta a duras penas (e quase todo o dinheiro guardado, enfim, até que durou bastante), a Audrey está hibernando, não tirei as fotos da máquina e NÃO, eu não tenho meias-calças verdes, infelizmente.
Este é o resumo do período.
Escrito por Alessandra Picoli às 15.07.05